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domingo, 17 de abril de 2011

BARÃO DO ABIAÍ

SILVINO ELVÍDIO CARNEIRO DA CUNHA
(Paraibanos Ilustres - III)

José Ozildo dos Santos
           

Advogado, político e jornalista, nasceu aos 31 de agosto de 1831, na propriedade Abiaí, freguesia de Alhandra, Província da Paraíba. Era filho do Comendador Manoel Florentino Carneiro da Cunha e de dona Rita Maria da Mota.
Aos 17 anos de idade, ingressou na Faculdade de Direito de Olinda, bacharelando-se na turma de 1853. Volvendo à Paraíba, iniciou suas atividades profissionais como advogado, atuando no foro da capital.

Silvino Elvídio Carneiro da Cunha
Seguindo os passos de seu pai, ingressou nas hostes do Partido Conservador, elegendo-se deputado provincial para a legislatura de 1856-1857. Retornou à Assembléia Legislativa em 1862, quando já era considerado um dos maiores próceres de seu partido, à época, liderado na Província por seu tio Joaquim Manoel Carneiro da Cunha, e com a morte deste, ocorrida em 1870, ascendeu à chefia da referida agremiação política.
Nomeado 1º Vice-Presidente da Paraíba, administrou sua província durante alguns meses em 1869. Figura prestigiadíssima pelo Governo Imperial, governou as províncias do Rio Grande do Norte, Piauí e Maranhão.
No exercício da presidência do Rio Grande do Norte, permaneceu de 22 de março de 1870 a 11 de janeiro do ano seguinte. Terminada a Guerra contra o Paraguai, recebeu festivamente os primeiros voluntários da pátria que regressaram dos palcos da guerra e chegaram a Natal, a bordo do vapor ‘Marcílio Dias’, na manhã de 2 de agosto de 1870, entre aclamações, versos e flores.

Brazão do Barão do Abiaí


De 1873 a 1875, foi Presidente da Província da Paraíba. Em seu governo, eclodiu no interior paraibano, o movimento sedicioso que ficou conhecido como “A Revolta dos Quebra-Quilos”. Ainda na condição de vice-presidente, governou a Paraíba de 1888 a 1889.
Administrador notável, foi agraciado pelo Imperador com a comenda da Ordem da Rosa e o título de Barão do Abiaí, numa referência ao local de seu nascimento, antiga propriedade de seu pai. Na Paraíba, ocupou por muitos anos o cargo de Inspetor da Alfândega e foi diretor e orientador do “Jornal da Parahyba”, órgão do Partido Conservador, que circulou de 1860 a 1890.
Considerado em sua época como uma “homem bondoso, tolerante, averso a perseguição e a injustiça”, exerceu por longo período a primazia na política paraibana, impondo-se como “uma voz autorizada que todos seguiam com fé”. Em primeiras núpcias, casou-se com Adelina Augusta Bezerra Cavalcanti. Enviuvando, desposou sua cunhada Leonarda Merandolina Cavalcanti - a Baronesa do Abiaí.
Causídico de reconhecida cultura jurídica, advogou para as empresas Wilson L. Cia e a Estrada de Ferro Conde D’Eu. Falecido em 1892, a ele deve-se a iniciativa dos trabalhos da primeira linha de telégrafos, ligando a Cidade da Paraíba do Norte a Recife.
Entre seus filhos, destacaram-se Manoel Florentino e Silvinio Elvídio Carneiro da Cunha Filho, ambos bacharéis em Direito. O primeiro, eleito deputado à Assembléia Estadual Constituinte de 1892, falecido prematuramente, e o segundo, renomado magistrado que grandes serviços prestou à Justiça, na Paraíba.


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